Antomoda

sábado, 9 de junho de 2012

Leilão de antigos tem carro de até R$ 400 mil em MG


Proprietário recusou R$ 140 mil pela primeira Ferrari V8 com espaço para quatro pessoas
O tempo para um bem valorizar de R$ 250 mil para R$ 380 mil é de pouco mais de 1 minuto. Ao menos em Araxá, no mais sofisticado encontro de carros antigos do Brasil, realizado a cada dois anos no interior de Minas Gerais. O evento reúne centenas de carros raríssimos e os mais alto executivos de empreiteiras, empresas de alimentação, fundos de investimento e até mesmo de montadoras para o mais tradicional leilão de carros antigos do Brasil.
Mais de 100 unidades foram inscritas sob o valor de R$ 300 nesse ano. Cada uma fica cerca de 10 minutos na passarela, onde aproximadamente mil pessoas assistem e dão lances. Para sentar ali basta pagar R$ 30 e tomar água e whisky à vontade. Um empolgado narrador mineiro dá o clima de festa, com gritos de “quem dá mais” nos microfones. Sete meninas postadas diante da platéia ajudam a captar os lances dos compradores que dificilmente descem para ver o carro de perto. Isso mesmo! Pagam de R$ 16 mil até R$ 400 mil sem sequer chegar perto do carro.
Bel Air foi arrematado por R$ 65 mil. Já Kombi de 1961 não saiu por R$ 35 mil
Na passarela estão desde os populares Fusca e Voyage até edições raras de Ferrari DinoFord Maverick eFord Thunderbird. Um Fusca de 1969 bateu os R$ 11 mil, mas o proprietário não passou. Paulo Roberto Maciel, de Belo Horizonte (MG), teve mais sorte: adquiriu um Chevrolet Bel Air 1961, arrematado por R$ 61 mil. “Vim para comprar um Pontiac, mas quando vi as linhas desse carro fiquei apaixonado. Gosto de carros com motor V8 e de cor branca”, explica. O que motivou a compra? “A empolgação, o coração acelera demais”.
Já o colecionador Daniel Rocha, de Contagem (MG), não atingiu o valor esperado na Kombi 1961 que era de seu avô. “Freqüento leilões de gado que são mais emocionantes. Aqui me ofereceram R$ 35 mil, mas não dava, quero R$ 45 mil nessa Kombi, é muito inteira”, explica. Assim como ele, a maioria dos vendedores são colecionadores especialistas em compra e venda de carros antigos, vindos de todo o Brasil.
Thunderbird 1956 foi um dos carros mais caros da noite, arrematado por executivo por R$ 380 mil
Um Ford Maverick GT 1974 não saiu por R$ 110 mil, assim como o dono de um Ford Modelo A 1929 recusou R$ 48.000 por sua jóia. O proprietário de um Voyage 1993 com 22 mil quilômetros queria R$ 17 mil, mas passou o sedã por R$ R$ 16 mil. Já Tadeu Valente, dono de um Puma 1978, o carro mais rodeado na passarela enquanto Autoesporte acompanhou o leilão, não fechou negócio por R$ 2 mil. “Eu queria R$ 30 mil e só chegou a R$ 28 mil, mas isso não interessa. Esse é um clássico nacional”, orgulha-se.
Oferta por Maverick chegou a R$ 110 mil, mas dono preferiu não vender. Voyage saiu por R$ 16 mil
A grande atração da noite, porém, foi um Ford Thunderbird da década de 60 de cor rosa, arrematada por um alto executivo de uma montadora sul coreana no Brasil. Ele arrematou o belíssimo conversível por nada menos do que R$ 380 mil. Minutos antes, ele já havia comprado um Pontiac da década de 70 por R$ 112 mil. Saiu do Leilão aplaudido e só não foi o dono da noite, pois mais tarde uma Ferrari 365 GTB sairia por R$ 400 mil. Se ambos valem isso? Talvez um pouco menos, mas não importa, pois em Araxá, os compradores pagam o carro e também a empolgação. E essa segunda custa caro. Muito caro.
Puma 1978 foi o carro mais rodeado na passarela, mas não foi vendido por diferença de R$ 2 mil

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Aceleramos o Toyota Etios, primeiro "popular" da marca



Versões hatch e sedã do Etios chegarão juntas e preços deverão variar de R$ 33 mil a 50 mil
Nem os protocolos orientais esconderam a ansiedade dos executivos da Toyota em lançar seu primeiro compacto no Brasil. O Etios foi revelado nessa quarta-feira à imprensa brasileira, no Japão, ainda sob clima de mistério: pairam no ar as informações de potência e torque dos motores, opções de configurações e preços.Tudo para blindar a concorrência.
Mas pode esperar: o Etios, que começa a ser produzido na nova fábrica da Toyota em Sorocaba (SP), chega ao mercado em setembrpo, nas versões hatch e sedã. Para o hatch, serão oferecidos motores 1.3 e 1.5 flex, ambos 16V, enquanto o três volumes terá apenas o 1.5. Os dois, por enquanto, só serão oferecidos com câmbio manual de cinco marchas.

Etios hatch aponta em Gol e Palio como principais rivais; design ao vivo agrada
Para o hatch, a Toyota anuncia o VW Gol como rival direto, já que é o líder de mercado, além do Fiat Palio. Mas é o nome de outra fabricante que não sai da cabeça dos executivos. "Como vocês devem saber, a Hyundai vai lançar um novo carro no segundo semestre", comentou Isami Nishimura, responsável pelo projeto Etios, referindo-se ao compacto HB. Já o sedã enfrentará modelos como Logan, Fiat Siena e Chevrolet Cobalt. Os preços devem variar de R$ 33 mil a R$ 50 mil. 


Não parece o modelo indiano?

Em relação ao design (que é melhor ao vivo) é praticamente o mesmo em relação ao Etios lançado no ano passado, na Índia. Mudaram detalhes sutis, como a grade do radiador, calotas, spoiler traseiro e alguns materiais, como o tecido dos bancos. Além disso, o hatch nacional obteve melhoria de 15% na rigidez torcional em relação ao indiano.

Projeto foi feito para ser barato, por isso não investe muito em acabamento
Acabamento
"Uau, é o Etios!". Essa foi a frase inspiradora do marketing da Toyota ao criar a campanha publicitária. Na nomenclatura do carro, a Toyota trocou o "i" do nome por um ponto de exclamação, com a intenção de surpreender os consumidores. Mas é bom recapitular: o Etios não é Corolla, nem carro premium. Foi feito para ser barato - e isso explica muita coisa, como a simplicidade no acabamento (mesmo considerando que as versões avaliadas eram de pré-série).
O plástico rígido das portas salta aos olhos. Algumas peças apresentam fragilidade, como a pequena aba que protege a entrada USB do sistema de som. O tecido dos bancos é simples, sem qualquer tipo de refinamento. Sem contar o porta-luvas que, apesar de ter capacidade para 13 litros, tem tampa muito grande, que atrapalha o movimento do braço até o fundo do compartimento.

Motor 16 válvulas demora um pouco para encher de fôlego em algumas retomadas
Velocímetro e conta-giros ficam no centro do painel (e não atrás do volante), item que parece aparentar modernidade, mas desvia a atenção do motorista. E ali também há um display digital, quase imperceptível: a tela, que traz dados do hodômetro e tanque de combustível, é muito pequena, de difícil leitura. 


Dirigibilidade

O contato com o Etios foi curto: apenas algumas voltas em um autódromo, em condições limitadas. Ainda assim, deu tempo de se encantar com a suspensão firme e a bom comportamento do carro em curvas. O carro é bem acertado, tem direção objetiva. Efeito das 16 válvulas, o motor demora um pouco para ganhar fôlego em algumas retomadas. O hatch em exibição tinha pneus 175/65 R14, enquanto o sedã 185/60 R15. Segundo a Toyota, oEtios hatch equipado com motor 1.3 acelera de zero a 100 km/h em 11,9 segundos (com etanol), e chega a fazer até 9,54 km/l na cidade.

Espaço é bom mesmo para três adultos sentados no banco de trás
 Espaço
O sedã acomoda bem os passageiros e o espaço é bom, mesmo com três adultos sentados no banco de trás - há apenas dois encostos de cabeça laterais para eles. Mas os mais altos não batem a cabeça no teto e tem espaço livre para as pernas. O assoalho é quase plano, sem o túnel central, o que facilita a vida de quem viaja no meio. O Etios sedã tem capacidade para transportar até 595 litros no porta-malas, um dos melhores do segmento.
A fábrica de Sorocaba já está preparada para trabalhar com capacidade produtiva de 70 mil veículos por ano, número que a Toyota deseja atingir no primeiro ano completo de produção. Mas a empresa já tem licença ambiental para produzir 400 mil carros - além de hatch e sedã, a fábrica também pode servir para a chegada dos novos compactos derivados da plataforma B, como anunciou o vice-presidente da marca,Yukitoshi Funo, ao falar dos próximos oito modelos voltados aos países emergentes.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Novo Citroën C3, enfim, perde a camuflagem


Após alguns flagras ainda se esforçando para se esconder, o novo C3 agora aparece sem camuflagens, sugerindo que a Citroën, mesmo focada no recém-chegado DS3, não perderá tempo em lançar outro modelo no mercado brasileiro. As fotos foram feitas pela internauta Gisele Januario Serafim em Resende, no Rio de Janeiro, próximo a Porto Real, onde o veículo é fabricado. Um dos diferenciais do carro é o para-brisa panorâmico, assim como o do exemplar europeu.
Novo Citroën C3 já roda sem camuflagens no Rio de Janeiro (Foto: Gisele Januario Serafim / VC no AutoEsporte)Novo Citroën C3 já roda sem camuflagens no Rio de Janeiro (Foto: Gisele Januario Serafim / VC no AutoEsporte)
Citroën C3 europeu (Foto: Divulgação)Citroën C3 europeu (Foto: Divulgação)
Nota da Redação: o novo hatch segue as linhas do modelo europeu, mas com a frente levemente distinta, como na região do símbolo da marca e na aplicação de luzes de LED acima dos faróis de neblina. A traseira é praticamente idêntica. Com o novo modelo, a gama C3 – que conta com C3 Picasso e Aircross – ficará completa. Os motores 1.4 flex (82 cv) e 1.6 16V flex (113 cv) deverão ser mantidos, enquanto alguns elementos da cabine – como e painel de instrumentos – serão emprestados das minivans. O novo Citroën C3 chegará ainda neste ano ao mercado brasileiro - sua presença é certa para o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.
Novo Citroën C3 é o próximo lançamento da marca no Brasil  (Foto: Gisele Januario Serafim / VC no AutoEsporte)Novo Citroën C3 é o próximo lançamento da marca no Brasil (Foto: Gisele Januario Serafim / VC no AutoEsporte)
Citroën C3 europeu (Foto: Divulgação)Citroën C3 europeu (Foto: Divulgação)

domingo, 3 de junho de 2012

Agora é oficial: Prisma 1.0 e Astra saem de linha


As mudanças na nova tabela que a GM divulgou considerando as medidas governamentais, não se limitaram aos preços. A empresa retirou do seu catálogo de ofertas três modelos: o Prisma 1.0, o Astra hatch e o Astra sedã.

Embora a sua fabricação tenha sido parada há algum tempo, havia ainda algum estoque do Astra nas concessionárias, por isso a GM mantinha o carro na tabela de preços. A partir de hoje, no entanto, ele deixa de existir oficialmente.

O fim do estoque do Astra ocorreu dias antes do lançamento do Sonic, o terceiro lançamento da GM nos últimos seis meses. Com a renovação das linhas, a GM passa a oferecer cinco novas opções: Sonic (hatch e sedã), Cobalt (sedã) e Cruze (hatch e sedã).

O Prisma 1.0 já vinha capengando há algum tempo, com baixo volume de vendas. Agora o cliente Chevrolet terá apenas o Classic como opção de motor 1.0 na configuração sedã.

Carros usados mais buscados

Em quatro meses, 120 acidentes foram registrados na Raposo Tavares


A rodovia Raposo Tavares, principal via da região de Itapetininga (SP) é uma das principais do estado. Ela é responsável pela ligação da capital com o interior da região sudoeste. No entanto, é também considerada a terceira via mais perigosa, segundo a Secretaria de Estado dos Transportes.
Um dos principais fatores de risco apontado em reportagem da TV Tem é imprudência. No trecho entre os municípios de Araçoiaba da Serra (SP) e Angatuba (SP), foram registrados vários flagrantes de ultrapassagem proibidas e perigosas.
Acidente entre caminhões na Raposo Tavares em Itapetininga (Foto: Natália Zini / TV Tem)Em março, um caminhoneiro morreu em acidente
na Raposo Tavares. Ele fez uma ultrapassagem
em local proibido. (Foto: Natália Zini / TV Tem)
Motoristas de carros e caminhões cometem irregularidades. Em um dos registros, o motorista de um caminhão ultrapassa em local não permitido e na sequência, o outro que vinha logo atrás repete a infração.
Os motociclistas também arriscam a segurança na rodovia. Em um dos casos é possível ver quando motociclistas fazem ultrapassagens em locais proibidos.
De acordo com a concessionária SPVias, que administra a Raposo Tavares na região de Itapetininga, entre os meses de janeiro e abril de 2012 foram registrados 120 acidentes no trecho entre Araçoiaba da Serra e Angatuba. Sete pessoas morreram.